"Asseverou-nos que sabia ser ele muito
amado pelos brasileiros, o que particularmente o enternece. Mas observa que
ninguém lhe dirige uma prece, e que necessita desse estímulo para as futuras
tarefas que empreenderá, ao reencarnar, quando pretende servir a Deus e ao
próximo, o que nunca fez através da música. Declarou que, salvo resoluções
posteriores, pretende reencarnar no Brasil, país que futuramente muito auxiliará
o triunfo moral das criaturas necessitadas de progresso, mas que tal
acontecimento só se verificará do ano de 2000 em diante, quando descerá à Terra
brilhante falange com o compromisso de levantar, moralizar e sublimar as Artes.
Não poderá precisar a época exata. Só sabe que será depois do ano de 2000, e
que a dita falange será como que capitaneada por Victor Hugo, Espírito
experiente e orientador (a quem se acha ligado por afinidades espirituais
seculares), capaz de executar missões dessa natureza."
Yvonne do Amaral Pereira, relatando o que
Frederico Chopin, como Espírito, lhe revelara numa conversa. Do livro “Devassando
o Invisível”.
A edição de novembro/dezembro do Jornal
Correio Fraterno aborda muito bem os atuais desafios no que tange à edição e à comercialização do livro espírita.
Inicialmente, com uma excelente entrevista
com o escritor Richard Simonetti com o tema “Um retrato do mercado editorial
espírita”. Em seguida, com dois textos bem elucidativos, um do pesquisador Jáder
Sampaio, no qual analisa o livro espírita no que diz respeito aos tablets,
downloads e pirataria e outro texto do trabalhador da USE-SP, Marco Milani, com
o tema “O leitor iniciante sabe discernir o que é um bom livro?”.
RS - Há um problema sério: a concorrência. Há muita
gente escrevendo, muitas editoras produzindo livros espíritas, não raro sem
qualidade, sem conteúdo doutrinário. Médiuns psicografam algumas mensagens e
entendem que devem ser publicadas, confundindo exercícios de psicografia com
material para um livro.
CF – Em sua
opinião qual o maior desafio do mercado editorial espírita?
RS – Sustentar a pureza doutrinária. Depois que
Chico Xavier desencarnou “soltaram a tampa da revelação”. Médiuns transmitem
fantasia sobre a vida espiritual, situando-as como desdobramentos do
conhecimento espírita. Livros assim vendem bem, fazem mal ao movimento.
CF – Por que
o senhor acha que vendem tanto esses livros? É o pessoal que não sabe escolher
ou é o que se está oferecendo a eles?
RS – Falta de cultura doutrinária. Gostam de
fantasia, principalmente quando romanceada. Aceita-se tudo sem a pergunta
essencial: é compatível com a doutrina?
Com o propósito de promover o estudo e a divulgação da Doutrina
Espírita, fundamentada nas obras de Allan Kardec, mediante a análise e
discussão de questões sócio-jurídicas, no movimento espírita e nas instituições
sociais em nosso Estado, surge a AJE-PI - Associação Jurídico Espírita do
Piauí.
O principal objetivo da entidade é contribuir para o aprimoramento moral
e espiritual dos operadores do direito espíritas e demais interessados,
auxiliando-os no progresso individual. Integrando juízes, promotores de
justiça, advogados, delegados de polícia, bacharéis em direito, de um modo
geral, servidores, estudantes e demais interessados a AJE-PI pretende, com a
união de ideais voltados para o bem, colaborar para a melhoria da sociedade,
incentivando a paz e a reforma íntima de cada indivíduo de nossa sociedade.
Não se almeja contrariar a lei humana, mas despertar no homem sua real
importância e responsabilidade no trato das relações derivadas da justiça.
Humanizar para progredir, crescer espiritualmente para auxiliar o próximo. Seja
também um integrante deste movimento. Venha ajudar a construir essa associação.
Reunião de fundadores: 18/07/2012 às 19h, no Cantinho de Luz Fabiano de
Cristo, Bairro Cristo Rei - Teresina (PI)
Jornal Sideral, do ano de 1999 (Órgão Informativo da Sociedade de Estudos Espíritas de Teresina - SEETE), gentilmente disponibilizado pelo nosso amigo Joselito Veríssimo.
Esta edição apresenta histórica entrevista com Langerton Neves da Cunha.
A Federação Espírita Piauiense lança no próximo dia 18/12 (domingo) a partir das 18h, a 2ª edição da Revista Nova Aurora. No mesmo horário, será apresentado o Recital de Natal pelo Coral da FEPI e uma palestra de 25 minutos.
Esta edição traz uma reportagem especial sobre os 150 anos de O Livro dos Médiuns e possui, além de entrevista com Suely Schubert e Raul Teixeira, artigos e mensagens de colaboradores piauienses e de outros estados. A revista presta também homenagem ao querido trabalhador espírita Heli Nunes.
Nova Aurora, órgão de divulgação da FEPI, é produzida em parceria com o Instituto de Cultura Espírita do Piauí (ICEPI).
“O dom da mediunidade é tão
antigo quanto o mundo. Os profetas eram médiuns. Os mistérios de Elêusis se
fundavam na mediunidade. Os caldeus e os assírios dispunham de médiuns.
Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava os admiráveis
princípios de sua filosofia; ele lhe ouvia a voz. Todos os povos tiveram seus
médiuns e as inspirações de Joana d’Arc não eram mais do que vozes de Espíritos
benfazejos que a dirigiam (...)”
Assim nos afirma o Espírito Pierre
Jouty em O Livro dos Médiuns, capítulo XXXI, “dissertações espíritas”. Essa
faculdade, inerente ao homem e que possibilita a comunicação entre os vivos e
os mortos, independe de raça, sexo ou religião. Dessa forma, é natural que
encontremos médiuns entre os adeptos das mais variadas crenças, mesmo que o
intercâmbio entre o plano material e o plano espiritual não faça parte de seus
dogmas.
No campo do catolicismo,
encontramos um excelente trabalho do escritor espírita Clóvis Tavares, que
resultou no livro “Mediunidade dos Santos”, obra na qual o pesquisador elenca uma gama enorme de tipos de mediunidade presentes em diversos santos, alguns
deles bastante conhecidos, como Dom Bosco, Santa Margarida, Santa Tereza D’Ávila
e Santo Antonio de Pádua. Isso, diga-se de passagem, ele o faz com base em
documentos reconhecidos pela própria Igreja Católica.
No dia 02/11, tivemos a
oportunidade de assistir a uma reprise de uma interessante entrevista no
Programa Sem Censura com o advogado e católico Pedro Siqueira, que afirma ver
e conversar com Nossa Senhora desde criança. Há 20 anos, ele lidera um grupo de
terço, sempre com a igreja lotada, onde além de orar e tocar músicas, recebe
mensagens dirigidas aos fiéis que se encontram presentes, e que segundo ele, são
ditadas por alguns santos e pela própria mãe de Jesus Cristo.
Seus relatos são realmente bastante
interessantes. Sobre a concentração para o trabalho, Pedro Siqueira afirma que ao
“entrar numa faixa de sintonia, o mundo espiritual se abre à sua mente (...) e
os fenômenos começam a acontecer”. Quanto à Nossa Senhora, ele a descreve em
detalhes, destacando que assim como ela aparece de uma forma diferente de acordo com os
lugares do mundo onde se manifesta, ele também a vê de uma outra forma: “parece
uma menina de 15, 16 anos no máximo”; "quando ela chega no grupo de terço, vem
uma luz dourada muito forte que toma conta do teto da igreja e que forma uma
espécie de bola ou círculo que vai se espalhando em toda a igreja e pra fora
dela, ficando todos dentro dessa luz (...) ”. Sobre o sono, menciona que às
vezes acorda em Espírito do outro lado, onde chega a ver “alguns” purgatórios,
onde as cores são mais vívidas que no plano material e onde a sua visão, “inexplicavelmente”,
é de 360 graus.
Quanto ao fato de se comunicar
diretamente com Maria de Nazaré, sabemos que isso não é, de modo algum,
impossível. Lembramos, no entanto, que muitas vezes os bons Espíritos se
apresentam de modo a impressionar os médiuns de acordo com as crenças que estes
professam, algumas vezes utilizando nomes que tem um maior significado para o
medianeiro. Consideram esses Espíritos que o mais importante não é a forma ou o
nome que tomam, mas as mensagens que desejam transmitir.
A partir dos relatos que conta e,
embora ele desconheça as causas de tais manifestações, como ele mesmo diz - “nunca
li nada a respeito que pudesse explicar a origem desses fenômenos” - não temos
dúvida: o nosso irmão Pedro Siqueira trata-se de um MÉDIUM.
Para quem ainda não viu, recomendo
que assista e tire suas próprias conclusões. Eu já tirei as minhas.
* A entrevista inicia logo após a introdução do programa feita pela
apresentadora Leda Nagle e dura em torno de 25 minutos.